António José Ribeiro

António José Ribeiro

Lisbon Portugal

Biography

Moro em Lisboa. A fotografia é a minha religião. As cores e a natureza a fonte de inspiração. Viciado em tecnologia. Gosto de explorar novas formas de olhar o mundo. A contemplação dos lugares. Por isso, viagens e fotografia são, para mim, indissociáveis. A beleza não está nas fotografias, mas na forma de olhar o mundo. E quanto mais viajo, mais percebo o quão pouco eu já vi.

Os fotógrafos são contadores de histórias. Geralmente contam a história dos outros. Eu optei por contar a história de um personagem que inventei. Porquê O Viajante Aprendiz? Do universo das palavras que conheço estas duas são das que mais gosto. Cada vida é uma viagem com muitas viagens dentro e em permanente aprendizagem. Há quem conte histórias através de palavras, eu resolvi contar a viagem através das lentes e das imagens captadas.

Fotografar é uma forma de estar na vida, de observar, de ver o mundo e os outros. Não é uma profissão. É muito mais do que isso. Olhar através das lentes é mais do que fazer disparos, é mais do que resolver a equação matemática das variáveis que definem os valores para captar aquele instante. O que gosto de fotografar são as cores, o céu, as nuvens, o gelo, paisagens vazias como o deserto e o silêncio. E há cores e paisagens que são impossíveis de esquecer. As fotografias são a memória do olhar, escrita num alfabeto de luz e cor.

Não sei se as viagens são um pretexto para fotografar, se a fotografia é um pretexto para viajar. Mas os meus destinos são sempre escolhidos em função do interesse fotográfico. Ainda assim, não tenho nenhuma lista de países a visitar, nem me interessa contar os países visitados. Podia até ir vezes sem conta para o mesmo lugar, desde que nele encontrasse todas as cores que procuro.

Não me importo tanto com o registo de como o mundo é (isso é tarefa de jornalistas e repórteres), mas mais como o imagino. Porque viajar não é ir aos sítios, é inventá-los. Viajar é reinventar o mundo, olhar o mundo com a imaginação. É abrir uma porta que nunca mais se fecha e a imaginação é o único limite para o horizonte que pode ser visto. Não há nada mais gratificante do que viajar. Não paga juros, não paga dividendos, mas é um dos melhores investimentos que podemos fazer. Espero que a vida me dê dias suficientes para ver todos os lugares onde quero ir e os outros que não imagino sequer que existam. E o que é que as viagens me acrescentam? Silêncio, mas a cores.

Principal material utilizado para fotografar: câmera reflex Canon EOS 5D Mark III, câmera CSC Fujifilm X-T20, o drone DJI Phantom 4 Advanced e a câmera desportiva GoPro HERO4 Silver.

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